Quando falamos em sustentabilidade + GLP, logo pensamos no combate à pobreza energética e em uma energia mais limpa e segura, com menos emissões de poluentes ao meio ambiente que a lenha e o carvão, o que também traz mais saúde e qualidade de vida para as famílias que o utilizam.
O gás de cozinha está presente na vida de milhões de brasileiros, abastecendo lares e negócios. Além de ser prático, é um aliado importante para uma transição energética mais sustentável, garantindo energia acessível a todos.
Ao longo deste conteúdo, vamos destacar algumas ações do setor para ampliar o acesso da população ao GLP, de forma rápida, prática e segura.
GLP na agenda ESG
Nos últimos anos, falar em ESG (Environmental, Social and Governance) deixou de ser tendência e passou a ser prioridade para empresas e consumidores. Nesse cenário, o GLP tem papel importante por ser uma energia que une acessibilidade, eficiência, promove mais saúde e qualidade de vida, além de menor impacto ambiental.
Do ponto de vista ambiental, o GLP apresenta maior eficiência energética, sendo capaz de aquecer o dobro de água em relação ao chuveiro elétrico. É, ainda, uma alternativa com menor pegada de carbono quando comparado a outros combustíveis, como gasolina, querosene e diesel.
No aspecto social, o setor brasileiro de GLP é o sexto maior do mundo, responsável por gerar 330 mil empregos diretos e indiretos, promover a inclusão energética e garantir dignidade a milhões de famílias que dependem do gás de cozinha para cozinhar com segurança.
Já no campo da governança, a plena atenção a regras regulatórias rígidas garante que cada gás envasado seja seguro, com qualidade e controle de procedência, capaz de transmitir confiança para os consumidores e valorizar as marcas que seguem padrões técnicos.
Assim, sustentabilidade e GLP andam juntos. Uma energia eficiente, menos poluente que outras fontes de energia, como a lenha e o carvão, que chega a todos os cantos do Brasil e se alinha a compromissos globais de responsabilidade ambiental e social.
A sustentabilidade no ciclo de vida dos botijões de GLP

Um dos grandes diferenciais da sustentabilidade no setor de GLP é o cuidado com o ciclo de vida dos botijões.
O botijão de gás é projetado para durar até 75 anos, desde que passe pelos processos de manutenção e requalificação que mantêm sua segurança e eficiência ao longo do tempo.
Logística reversa
O sistema de logística reversa dos botijões envolve a coleta, o transporte e a reintegração dos recipientes vazios para reabastecimento, reutilização, manutenção e requalificação. Todo esse cuidado preserva a integridade dos botijões, evitando que sejam inutilizados por riscos à segurança, ou sejam descartados de forma inapropriada.
Além disso, esse ciclo dá liberdade ao consumidor para trocar de marca quando desejar, sem abrir mão da segurança. O botijão vazio entregue na compra de um novo é devolvido à empresa de origem, responsável pela manutenção e requalificação.
Assim, temos a garantia de que os recipientes em circulação, identificados pela marca estampada em alto-relevo, estão em conformidade com todas as normas e padrões exigidos.
Requalificação periódica
Todos os meses, cerca de 1,3 milhão de botijões são requalificados no Brasil. Isso significa que eles passam por inspeções técnicas, substituição de peças e testes de resistência.
A primeira inspeção é feita aos 15 anos e, depois disso, a cada 10 anos as embalagens passam por testes e verificações.
O objetivo é assegurar que o botijão mantenha a mesma confiabilidade de quando saiu da fábrica, tenha sua vida útil prolongada e reduza a necessidade de produção de novos recipientes.
Redução de impactos ambientais
Ao prolongar a vida útil dos botijões, o setor evita a emissão de mais de 310 mil toneladas de CO₂ apenas na produção do aço necessário para novos recipientes, e impede o descarte de milhões de unidades que poderiam se tornar sucatas ou lixo.
De 2014 a 2023, 117,7 milhões de botijões passaram pelo processo de requalificação. Desses, 5,6 milhões foram inutilizados, mas não significa que foram jogados no lixo. O ciclo continua: eles são enviados para siderúrgicas para serem reciclados.
A boa notícia é que a circularidade desse processo é infinita, visto que o aço, matéria prima dos botijões, é 100% reciclável um número infinito de vezes.
O programa de requalificação brasileiro é hoje referência internacional, servindo de exemplo para outros países que buscam soluções sustentáveis na gestão de embalagens de gás.
Esse sistema reforça como o setor de GLP alia eficiência energética, economia circular e responsabilidade ambiental, garantindo segurança aos consumidores e benefícios concretos para a sociedade e para o planeta.
O desafio da inclusão socioeconômica
Hoje,23% dos lares brasileiros ainda utilizam lenha e carvão para cozinhar. Essas fontes afetam diretamente a saúde das famílias, expõem a população a riscos de incêndios e queimaduras, e aumentam drasticamente as emissões de carbono.
A queima de lenha emite 150 vezes mais monóxido de carbono (CO) do que o GLP, libera partículas tóxicas e fumaça no ambiente. As famílias expostas a essas condições têm de duas a três vezes mais chances de desenvolver doenças pulmonares crônicas.
A poluição do ar em ambientes fechados responde por 4% da carga global de doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 4,3 milhões de pessoas morrem prematuramente a cada ano no mundo por causa da queima de combustíveis sólidos em fogões ineficientes.
A substituição pelo GLP promove qualidade de vida, saúde, segurança alimentar e inclusão energética. A oferta é garantida pelo setor em qualquer região do país, cobrindo 100% dos municípios brasileiros, com uma rede de mais de 59 mil pontos de venda em todo território nacional. O desafio, no entanto, é aumentar o poder econômico das famílias para que possam acessar a essa energia de forma justa e contínua… E nesse contexto nasce o Programa Gás do Povo.
Gás do Povo para uma transição energética justa
Lançado em setembro de 2025, por meio da Medida Provisória nº 1.313/2025, o Programa Gás do Povo tem como objetivo ampliar e fortalecer o acesso ao gás de cozinha. Mais de 15,5 milhões de famílias – cerca de 50 milhões de pessoas – serão beneficiadas com cargas de gás gratuitas. A quantidade destinada a cada família dependerá do número de seus integrantes.
O setor estima que o aumento deverá ser de 7% a 8% nas vendas de gás de cozinha, cerca de 30 milhões de cargas adicionais por ano em relação ao programa anterior, o Auxílio Gás dos Brasileiros. Com a gratuidade de aproximadamente 65 milhões de cargas, o país avança em direção a um acesso mais digno e universal ao gás de cozinha.
A expectativa é de que o programa reduza em até 50% o uso da lenha. Considerando o tamanho do mercado brasileiro, o impacto social e ambiental dessa medida é imenso, principalmente em termos de saúde pública.
O GLP é parte essencial da vida dos brasileiros e representa um pilar estratégico para uma transição energética justa e inclusiva.